Fugindo da Redoma: Não pertencendo a uma organização ou grupo.
Desde infantes somos instruídos a viver em sociedade a pertencer há algum clã ou organização, como forma de sermos prestativos e sermos inseridos na sociedade e também não estarmos sozinhos.
Quando alguém se isola é chamado de ermitão, uma forma circunlóquia de não se dizer que é insano com todas as letras, mas tanto um como outro são fugas ao que é, se a pessoa fica no sistema pode se condicionar a ele ou pode abrir mão dele fugindo para longe, mas de uma forma ou de outro, aproximação e fuga, estão na mesma escala a que cabe entendimento e não atitude.
As próprias pessoas são apenas solidárias em catástrofes, no resto do tempo, cada um cuida do seu umbigo e imersos no sistema de competição, lutam e se digladiam em posições na sociedade, mesmo os (ditos) mais religiosos muitas vezes tem apenas um verniz sobre a personalidade para os diferenciar, mas por dentro são avarentos e cheios de cobiça como qualquer outra pessoa e usam de frases decoradas para muitas vezes justificar sua escolha a esta ou aquela organização e sempre justificando que onde ela esta agora, é muito bom.
Quando a consciência esta limitada à idéia de uma organização, sua opinião não pode ser isenta ainda que a idéia seja (dita) nova, ela vem da memória que é o deposito do passado, destarte nunca é novidade e por isto esta presa nas estruturas de pensamento.
O verdadeiro sentimento do sagrado não pode estar preso a uma idéia sob pena de ser uma projeção da mente e acabar tendo traços desta própria mente se tornar uma mera forma pensamento com divindade que emprestamos.
Se a pessoa julga muito, certamente ela tem uma mente muito repressora, um ego sobre carregado que a julga o tempo todo no seu silenciar, por isto a fuga julgando as outras pessoas segundo o que elas acham oportuno.
No começo o homem se organizava em tribos, para sobreviver à vida que era muito dura fora destas composições sociais.
Mas o homem moderno não precisa mais pertencer a um clã ou a uma idéia, vivemos num tempo onde a liberdade social é maior, mas ainda assim o homem traz resquícios de sua ancestralidade da vida em grupos e estes grupos formaram subgrupos que ainda que com bons interesses,muitas vezes é castrante no sentido que não deixar o questionamento das situações da vida serem refletidas pelo próprio homem.
Muitos filósofos lutaram por esta liberdade de expressão da alma, mas como ficaram presos as suas idéias, acabaram por criar padrões mantendo muitas outras pessoas a sua imagem, muitas vezes boa, na maioria das vezes nefasta ao próprio.
A esta altura muitos devem ser perguntar se é possível ficar livre destas influencias e desenvolver uma opinião própria sobre as coisas da vida...
Só o próprio homem pode analisar isto, se esta sendo influenciado por este ou outro meio, ou por esta ou aquela idéia. Se ele é bem quisto por uma maioria, certamente sua opinião tem peso, mas a sua opinião se vem de um padrão não reflete a idéia da maioria, porque esta presa a algum meio.
Sua opinião não é nova às vezes uma reforma da idéia antiga que parece revolucionaria, mas é a mesmo conceito com outra roupagem, mas dita de modo deleitoso.
Ao homem não cabe procurar placas, indicações ou partes de verdade sob pena de se prender a um estado de estancamento psíquico e espiritual e limitar a divindade na sua mente.
Não estar preso a morais e éticas de outros homens que as quebram quando convier e ainda se estão no poder, dizem que é um “mal necessário” com justificativas que nunca justificam nada e ainda levam os seus próprios a transgressões em nome de uma pseudoliberdade vigiada de perto.
A mente interessada em reformas não pode ser religiosa, porque fraciona a divindade dentro da sua reforma e outra será logo necessária criando antagonismos e divisão dentro da própria sociedade.
Nos seus discursos de morais e bons costumes esta uma critica as pessoas que não o seguem que levam diversos adjetivos pejorativos por não compactuarem com sua idéia.
Para que o ser humano descubra algo por si, ele tem de estar em contato com a sua essência, na sua individualidade na liberdade dos grilhões de outrem e livres dos sentimentos mais baixos que nos fazem competir ainda que quando se desejam benefícios as pessoas.
Livre dos traços do seu ego, o homem pode ir a busca do extraordinário e provar por si a sua verdade e a sua responsabilidade na condução de sua vida sob o planeta.
Isto não é o começo de uma religião ou o alcançar de um estado iluminado, mas sim experimentar as coisas como elas são realmente, é necessária uma consciência plena e examinadora de cada problema.
Uma mente viva e abrangente, mas este estado é difícil de ser alcançado e nem se pode fazê-lo por sistemas por se acabar sendo presa do mesmo e se vinculando a um novo padrão.
Se ele vier, você deve aproveitá-lo enquanto durar, mas não desejá-lo, pois novamente você estará bebendo do vinho velho da sua mente e não dos odres novos onde estão as essências divinas.
Podemos nos libertar das influencias sendo nós mesmos a todo o momento e deixando de ser rótulos; em tempo:
“O difícil não é ser um discipulo, um mestre ou um bom conselheiro o mais arriscado é não ser um rotulo e ser simplesmente... você!”.


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